Magnólia…

By: Patrícia Figueiredo

Mar 08 2012

Categoria: Sem categoria

8 comentários

Num dia mais ou menos festivo, o dia da Mulher, lanço o desafio à reflexão…

Muitas das pessoas celebram o dia com a entrega de flores, pelo que decidi nomear uma especial: a magnólia.

A primeira vez que olhei para esta árvore, ainda sem os borbotos a romper, a primeira análise foi – olha que coisa estranha para o jardim, uma árvore, sem folhas…

10 anos depois, todos os anos esta magnólia me ilumina o jardim, me ilumina o olhar, afinal brilha-nos com flores lindas, que brotam nos seus ramos (ao contrário das outras flores/árvores rotuladas de jardim que já tivemos que substituir).

Ora, como é ser uma mulher com sucesso profissional nos dias de hoje, quando os números são tão pequenos e temos que continuar a ter um dia para lembrar as desigualdades que há, por exemplo, salariais e de acesso a orgãos de gestão? São estas e outras reflexões que fazem sentido ter para perceber os preconceitos diários que temos…. Não é uma questão de ser mulher ou homem, mas de igualdade entre todos e igualdade não é fazer o mesmo mas ter acesso ao mesmo.

Sejamos por vezes magnólias, desafiemos os rótulos, afinal a imagem é aquilo que nós fazemos dela.

Que tenhamos a oportunidade de ser diferentes, construtivas por aquilo que nos caracteriza e não copiando o que não queremos só para ter um rótulo de jardim!

“Aproveitem a vida, não deixem nada para dizer, não deixem nada para fazer!” (António Feio)

Todos temos o nosso lugar e a nossa força! A diferençaestá em cada uma de nós, também!

Um dia feliz para todos (homens e mulheres) 🙂

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/gayle_tzemach_lemmon_women_entrepreneurs_example_not_exception.html

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8 comments on “Magnólia…”

  1. São precisamente as reflexões como esta que dão valor aos dias como este.

  2. Eu gosto bastante de magnólias e em particular das de folha caduca 🙂
    Ficam árvores lindas só com as flores nos ramos!! Para não falar do perfume 😉

  3. Belo texto esse que acompanhou a foto…

    Patrícia Figueiredo:
    “Ora, como é ser uma mulher com sucesso profissional nos dias de hoje, quando os números são tão pequenos e temos que continuar a ter um dia para lembrar as desigualdades que há, por exemplo, salariais e de acesso a orgãos de gestão? São estas e outras reflexões que fazem sentido ter para perceber os preconceitos diários que temos…. Não é uma questão de ser mulher ou homem, mas de igualdade entre todos e igualdade não é fazer o mesmo mas ter acesso ao mesmo.”

    Já que afloraste o assunto como um botão de magnólia que recolhe o calor do sol para se espreguiçar… Ter um dia por ano dedicado a um tema qualquer parece-me uma coisa boa, é pena o ano apenas ter 365 ou 366 dias, o que limita bastante a quantidade de temas para refletirmos em conjunto. Também aqui podemos encontrar preconceito relativamente aos temas tabu ou menos tabu da atualidade mundial ou de quem criou estes dias-das-coisas-para-refletir.

    O “como é ser uma mulher com sucesso profissional nos dias de hoje” ? é apenas uma pergunta que diz respeito a cada uma de vocês, mulheres, que procuram o tal sucesso profissional. São essas sim que olham para os lados e sentem na pele as dificuldades de lá chegar. Eu próprio, como pertencente ao género masculino também tenho dificuldades em ter sucesso na minha vida domestica quando, no meu caso, tenho uma mãe cheia de experiência que sabe sempre como deve estar a casa, como se devem arrumar as peças de roupa, como se deve proceder a uma limpeza eficaz. A educação precoce é como construir uma ponte romana, fiz a ponte para lá eu passar mas 2000 anos depois de ter morrido a ponte ainda lá está. Eu tenho o meu jeito de ver as coisas e ela tem o dela. E pelo meio disto lá nos entendemos e lá vamos aprendendo um com o outro. Mas no dia do género homem, se esse dia existir, não tenho visto a frieza das estatísticas a apontar o desequilibro do acesso masculino ás atividades domésticas e ás atividades educacionais de menores.

    Sinceramente não percebo como é que qualquer dos caminhos preferenciais atribuídos a homens ou mulheres pode ser um trilho de reflexão sobre o preconceito instalado. Todos vemos as diferenças e semelhanças entre os géneros e, depois, a meio do caminho quando ficamos adultos resolvemos chamamos-lhes preconceitos. Então existem ou não diferenças? São elas preconceitos ou não? Eu tenho o direito de escolher as pessoas com quem me quero dar e as pessoas com quem quero fazer o que achar que devo fazer. Diferenças há? Preconceitos estão lá? Devo estar preocupado com isso? Devemos nos preocupar com isso?

    ” A imagem é aquilo que nós fazemos dela”. Uns querem ser flores, outros borboletas ou pulgões. Quem estamos a tentar culpar devido à escolha de alguns indivíduos sobre quem manda, gere, cria, ou produz? Essa é tão somente a opção de um qualquer outrem. A nossa opção é a “diferença que está em cada um de nós”. Se isto não é procurar bodes expiatórios nas opções individuais dos outros.. não sei o que é. Se cada um assumir o sucesso que procura não vejo porque não o poderá atingir.

  4. Não percebo porque teimam as mulheres em mostrar ao mundo que querem igualdade de direitos quando depois no fundo querem é mostrar que são diferentes? Mas são diferentes ou iguais? Que conclusões posso tirar de todos os discursos que li do dia de hoje quando a única coisa que vi foi “hoje é o nosso dia, somos as melhores, precisamos de atenção, liguem-nos” e o pobre homem dá flores, dá bonitas palavras…
    Eu muito sinceramente, não vejo onde está a desigualdade de oportunidades! É uma questão de “encaixe”! Se não serve, não entra! Se eu tirei gestão mas não sou um bom gestor, ninguém me dará o cargo! Já pararam para pensar que se existem poucas mulheres em determinados cargos é porque se calhar não apareceram mais com capacidades para o fazer? Se calhar na generalidade, têm mais jeito para outras áreas! Possivelmente, se forem a um hospital, talvez até encontrem mais médicas que médicos!

    Acho que o grande problema das mulheres é falta de confiança, complexos de inferioridade e mania da perseguição! Se um dia começarem a agir como homens e deixarem de ser tão mesquinhas, talvez venha ao de cima a igualdade! Agora, enquanto continuarem a pensar que são inferiores, não chegam lá….

    Vou mas é dormir que já é tarde!

  5. Nós não reflectimos apenas 365 ou 366 temas, uns reflectem (de)mais e outros (de)menos ou reflectimos o suficiente cada um… serão sempre perspectivas. Hoje aproveitei o tema porque achei pertinente.
    O título do texto podia ter sido “Perspectivas de uma magnólia”, porque estas análises são perspectivas que todos temos direitos de ter. E esta é uma perspectiva baseada em maiorias globais.
    É certo que, como eu disse, há demasiadas desigualdades e este é um dia simbólico neste campo… lamento que exista um dia para comemorar o passado, pois as mulheres, tal como os homens (mas em campos muito menores) herdam um património histórico duro de enfrentar, por vezes e isso é superior a cada um de nós… Homens e mulheres, claro que há desequilíbrios e há estudos que apontam nesse sentido também, e tem sido tidos em conta e explorados, daí a igualdade ter de ser superior ao “dia de…”. Todos temos diferenças, semelhanças e todos somos precisos e temos sentido de existir, simplesmente precisamos de minimizar igualdade de acessos, quer de homens, quer de mulheres.
    Não se trata de apontar culpados, trata-se de trilhar caminhos! É preciso analisar causas para chegar a soluções. A sociedade tem muitos preconceitos (não se trata de ser adulto ou criança… há diferenças que assumimos como dadas e todos olhamos para elas sem qq análise critica – de facto, seria óptimo consegui-lo fazer em criança, ou talvez não) , muita história e muitas perspectivas de análise, é também esta a sua riqueza e o seu desafio de análise.
    A igualdade de género não é um dia da mulher, é mais um dos fenómenos que nos ajuda a lutar por um mundo mais justo e equilibrado para todos.

  6. Nélio… algumas notas, apenas… conversamos um dia, se quiseres…
    “Que conclusões posso tirar de todos os discursos que li do dia de hoje quando a única coisa que vi foi “hoje é o nosso dia, somos as melhores, precisamos de atenção, liguem-nos” e o pobre homem dá flores, dá bonitas palavras…” » lamento que tenha sido esta a conclusão e que existam pobres homens sem sentido crítico e pobres mulheres com igual capacidade. O dia pode ser simbólico e devia ser símbolo de igualdade de género – homens e mulheres. Deviam dar-se flores aos homens que não têm atitudes machistas e que não alimentam o passado de forma passiva e aqueles que têm que lutar com o preconceito de querer ser diferente (por exemplo ir com o filho ao médico quando alguém acha que têm de ser as mulheres).
    “É uma questão de “encaixe”! Se não serve, não entra! Se eu tirei gestão mas não sou um bom gestor, ninguém me dará o cargo! Já pararam para pensar que se existem poucas mulheres em determinados cargos é porque se calhar não apareceram mais com capacidades para o fazer?
    Eu muito sinceramente, não vejo onde está a desigualdade de oportunidades!” Tens que ler mais estudos e estar mais atento. Ou, podem ser questões que simplesmente não te interessem…
    “Acho que o grande problema das mulheres é falta de confiança, complexos de inferioridade e mania da perseguição!” – herança também histórica, onde a causa é uma educação que prejudica a nossa falta de afirmação, confiança e risco no mercado e também afirma as faltas de confianças domesticas e educacionais dos homens…
    “Se um dia começarem a agir como homens e deixarem de ser tão mesquinhas, talvez venha ao de cima a igualdade!” » O que é agir como homens?  A diferença enriquece o mundo, com igualdade para todos. OU seja, todos somos precisos e a ideia é a oposta, temos que aprender com ambos e diminuir a desigualdade de ambos em algumas coisas. Se não se tiver acesso a algo que sejam pela capacidade e não por aquilo que a sociedade diz.

    Obrigada pela possibilidade de discussão do tema…:)

  7. Ainda bem que gerou discussão. 🙂
    Eu, pessoalmente, também não concordo totalmente com a existência de um dia nestes moldes. Mas acho que serve, precisamente, para que se gere discussão e haja lugar a reflexão.
    E, quanto a mim, em muitos aspectos ainda não haverá, efectivamente, igualdade entre os dois sexos. Mas o próprio conceito de igualdade é discutível.


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